Bahia, 30 de maio de 2026

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Inclusão escolar exige preparo, diálogo e formação contínua

Entrevista e edição: Isana Pontes/ Jornalista

 

A inclusão de estudantes com deficiência voltou ao debate após a divulgação de novas medidas relacionadas ao suporte nas escolas. O tema envolve formação de professores, adaptação pedagógica e fortalecimento do diálogo entre instituições de ensino e famílias.

Para aprofundar a discussão, o site do SINEPE-BA conversou com a Dra. Maely Boeri Valadão, autora do Referencial de Educação Inclusiva do sindicato, desenvolvido em parceria com Rodrigo Boeri Valadão.

 

Inclusão e desafios nas escolas

Site SINEPE-BA — Como a senhora avalia o cenário da inclusão de estudantes com autismo nas escolas?

Dra. Maely Boeri — A inclusão vem avançando nos últimos anos, principalmente com o aumento das matrículas na rede regular. Apesar disso, muitas escolas ainda enfrentam dificuldades para estruturar equipes capacitadas e oferecer suporte adequado aos estudantes.

Site SINEPE-BA — Quais são os principais desafios enfrentados pelas instituições de ensino?

Dra. Maely Boeri — O maior desafio continua sendo a formação dos profissionais. Isso exige investimento e capacitação contínua. As escolas também enfrentam dificuldades na adaptação de materiais e na relação com as famílias.

 

O que prevê a legislação

Site SINEPE-BA — Do ponto de vista legal, o que caracteriza uma inclusão adequada?

Dra. Maely Boeri — A Lei Brasileira de Inclusão garante acesso, permanência, participação e aprendizagem ao estudante. Isso envolve matrícula sem restrições, adaptação curricular e capacitação dos profissionais.

Site SINEPE-BA — Em quais situações o mediador se torna necessário?

Dra. Maely Boeri — A necessidade do profissional de apoio deve ser analisada individualmente, considerando autonomia, comunicação, comportamento e aprendizagem do estudante.

 

Escola e família

Site SINEPE-BA — Como construir uma relação equilibrada entre escola e família?

Dra. Maely Boeri — A relação deve ser baseada em diálogo, respeito e parceria. Quando escola e família atuam juntas, os impactos positivos aparecem no aprendizado e na convivência.

Site SINEPE-BA — Que orientação a senhora deixaria para os gestores escolares?

Dra. Maely Boeri — A inclusão deve ser entendida como compromisso permanente da escola. Investir na formação das equipes e fortalecer o diálogo com famílias e alunos é essencial para construir ambientes mais acolhedores.

Dra. Maely Boeri Valadão: "A inclusão escolar exige preparo, diálogo e compromisso contínuo."

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